(D. O. 27-08-2021)
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O Presidente da República. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
- É criado o título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública, destinado a instituições públicas e privadas sem fins lucrativos que se destaquem pela prestação de relevantes e notórios serviços à saúde pública, ao desenvolverem atividades de cunho técnico, científico, educacional, assistencial e de participação social na promoção, proteção e recuperação da saúde, em âmbito público e comunitário.
- O título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública será outorgado:
I - à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);
II - ao Instituto Butantan; e
III - às instituições que:
a) atuem há, no mínimo, 70 (setenta) anos no desenvolvimento das atividades referidas no caput do art. 1º desta Lei; e [[Lei 14.196/2021, art. 1º.]]
b) gozem de indiscutível e notório reconhecimento público e social.
- As instituições detentoras do título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública poderão gozar, na forma de regulamento, de preferência:
I - em processos seletivos de compra de bens e serviços, em igualdade de condições;
II - em concessão de fomento social em sua área de atuação, atendidos os requisitos necessários; e
III - na obtenção de linhas de crédito público, em igualdade de condições.
- As instituições detentoras do título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública gozarão de preferência, em igualdade de condições, na liberação de emendas parlamentares que lhes tenham sido concedidas, na forma da legislação vigente.
- A dissolução das instituições intituladas Patrimônio Nacional da Saúde Pública deverá ser precedida de audiência pública para discussão de sua necessidade e oportunidade.
- Excetuado o disposto nos incisos I e II do caput do art. 2º desta Lei, caberá ao Congresso Nacional, mediante resolução legislativa, a concessão do título de Patrimônio Nacional da Saúde Pública. [[Lei 14.196/2021, art. 2º.]]
- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 26/08/2021; 200º da Independência e 133º da República. Jair Messias Bolsonaro - Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes